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Como Realizar a Cirurgia Bariátrica pelo Convênio?

Você certamente já ouviu falar sobre a cirurgia bariátrica. Afinal, este procedimento tem recebido bastante atenção ultimamente como alternativa de combate ao problema da obesidade. Infelizmente, por conta da correria do dia a dia e da proliferação do sedentarismo, este problema tem se tornado mais comum. Portanto, entenda, de uma vez por todas, o que é a cirurgia bariátrica e como fazê-la pelo convênio.

Entendendo o básico sobre cirurgia bariátrica

Antes de mais nada, a cirurgia bariátrica deve ser a última opção na busca por emagrecer. Dietas, reeducação alimentar, atividades físicas e remédios, são todas opções que devem ser tomadas antes de partir para a opção desta cirurgia.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, este procedimento não é estético. Trata-se de uma cirurgia complexa, destinada a obesos mórbidos que precisam perder peso rapidamente, por terem alguma doença associada a este problema, como a hipertensão, o diabetes, entre outros.

Portanto, é preciso avaliar se a cirurgia realmente vale a pena, pois ela demanda muito comprometimento, tanto no momento que a antecede, como no pós-operatório, como iremos ver um pouco mais a frente.

Entendendo a obesidade

Logo, antes de entender a cirurgia, é importante entender um pouco a obesidade.

O primeiro passo, então, é procurar entender qual é o motivo da obesidade, pois ela pode estar ligada a diversos fatores, ou mesmo uma combinação entre eles. Genética, o ambiente, fatores sociais e psicológicos podem ser determinantes para causar este problema.

É importante determinar a sua causa, pois a cirurgia bariátrica é uma forma de controlá-la, porém não significa a sua cura. Por exemplo, se tiver um distúrbio psicológico associado, como o transtorno compulsivo alimentar, é preciso haver um complemento com alguma terapia complementar.

Existem diversas formas para avaliar o seu grau de obesidade. O IMC é o método mais simples e famoso. Ele pode ser um bom início, mas a consulta com o médico é a melhor forma de obter o diagnóstico realmente preciso.

Quem pode fazer a cirurgia?

A cirurgia está indicada para pacientes com índice de massa corpórea (IMC) ≥ 40kg/m2 ou ≥ 35kg/m2 na presença de diabetes, hipertensão ou outras doenças associadas à obesidade.

Existem algumas situações específicas em que pessoas portadoras de diabetes tipo 2 com IMC entre 30-35kg/m2 são candidatas à cirurgia desde que o diabetes seja de difícil controle com as medicações atualmente disponíveis.

Para qualquer paciente que pretende se submeter à cirurgia, a avaliação por uma equipe multidisciplinar é fundamental a fim de estabelecer os critérios de indicação e para avaliar os riscos e os benefícios do procedimento. Existem situações que podem impedir a realização da cirurgia, tais como:

  • Limitação intelectual significativa.
  • Pacientes sem suporte familiar adequado.
  • Quadro de transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo uso continuo de álcool ou drogas ilícitas.
  • Doenças genéticas.

Como é a cirurgia bariátrica?

Com este contexto um pouco mais claro, é hora de entender um pouco melhor como é, de fato, o procedimento de cirurgia bariátrica.

Este procedimento vem sendo feito no Brasil desde os anos de 1970 e, de lá para cá, tem se tornado cada vez mais eficaz e seguro. Atualmente, apresenta um índice de mortalidade bem baixo, menor do que 1%.

E ela também apresenta ótimos resultados, tanto do ponto de vista físico, como psicológico. Evidentemente, a perda considerável de peso é o primeiro grande efeito da cirurgia, assim como o risco das doenças associadas à obesidade.

Entretanto, isso também traz uma série de consequências e melhorias na qualidade de vida do paciente, que vê um grande aumento na autoestima e, muitas vezes, a independência para fazer certas atividades que outrora eram mais difíceis.

As principais técnicas

É essencial usar a técnica ideal. Durante as consultas com o médico, ele irá discutir com o paciente exatamente qual é a técnica ideal para a sua situação. No Brasil, as 2 mais comuns são:

  • Bypass gástrico ou gastroplastia em Y de Roux

Esta é a mais comum e que vêm sendo realizada há mais tempo no Brasil. Portanto, é comum encontrar pessoas que acreditam que esta técnica é sinônimo de cirurgia bariátrica. Isso não é o caso: o bypass é um tipo de cirurgia.

Responde por aproximadamente 75% das cirurgias bariátricas, por conta da sua segurança e eficácia. Promove uma redução de 40 a 45% do peso total do paciente.

Quanto ao procedimento em si, é realizado um grampeamento de parte do estômago, o que restringe o espaço para o alimento. Além disso, também é feito um desvio do intestino que aumenta a sensação de saciedade e diminui a fome. A combinação destes resultados leva ao emagrecimento.

  • Sleeve ou gastrectomia vertical

Nesse procedimento, parte do estômago é retirada, conferindo ao órgão o formato de um tubo. Na média, esse procedimento reduz a capacidade de armazenamento do estômago para 10% da forma original, fazendo com que a perda de peso seja significativa nos primeiros meses. Apesar de não ser a mais comumente realizada no Brasil, temos observado um aumento do número de gastrectomias verticais nos últimos anos.

As vias de Acesso

A cirurgia bariátrica (independente da técnica utilizada) pode ser realizada por três vias de acesso.

Videolaparoscopia

Este é considerado um tipo de procedimento minimamente invasivo, logo, permite uma recuperação mais tranquila, com risco menor de complicações. Para sua realização, é necessária anestesia geral.

Consiste na introdução de pinças longas especiais através de pequenos orifícios na parede abdominal para realização do procedimento com o auxílio de uma câmera.

A alta é precoce, ocorrendo em pouco mais de 24 horas. O pós-operatório, que iremos ver mais a frente, também tende a ser o mais tranquilo e com menor risco de complicações. Normalmente, o paciente retoma as atividades normais em 10 a 14 dias.

Robótica

O procedimento robótico ainda está em fase de crescimento. Mas promete revolucionar a cirurgia bariátrica. É bem semelhante a anterior, mas a diferença é que o médico tem uma visão 3D, conseguindo realizar movimentos mais amplos e precisos.

Seu maior problema é o preço. Como ainda não é uma cirurgia muito popular, é bem cara e grande parte dos planos não a cobre. É um procedimento com enorme potencial, mas que ainda não o atingiu.

Laparotomia

Este procedimento é o praticado no SUS. Trata-se de uma cirurgia aberta ou convencional, por isso é mais invasiva e incômoda do que as anteriores. Ela é feita através de uma incisão maior no abdômen, o que também prolonga o tempo de recuperação, podendo durar até 30 dias.

Como sempre, é preciso conversar com o médico para encontrar o melhor procedimento cirúrgico para a sua situação e que cabe no seu convênio.

As possíveis complicações

Como qualquer cirurgia, é possível que ocorram algumas complicações. A vantagem da cirurgia bariátrica é que elas são raras, mas podem ser graves. Isso reflete a necessidade de uma avaliação minuciosa pela equipe de profissionais a fim de determinar sua indicação.

Um risco é um rompimento dos grampos, levando a sangramentos ou vazamento de secreção gástrica.

Apesar de ser um problema bem grave, ocorre em menos de 1% das vezes, e os sintomas incluem febre, aumento da frequência de batimentos cardíacos, pressão baixa, respiração ofegante.

Já a embolia pulmonar ocorre por conta de uma obstrução nas artérias dos pulmões devido a um coágulo de sangue formado nas veias das pernas. Por isso, é muito importante exercitar os membros inferiores para evitar este problema, além de uma série de medidas de prevenção que são adotadas durante o procedimento e a recuperação.

A cirurgia bariátrica e o convênio

Antes de seguir em frente, é importante abordarmos a questão da cirurgia bariátrica e convênio médico, de modo a esclarecer qualquer possível dúvida.

Segundo a ANS, existe uma lista de procedimentos que devem ser cobertos por cada plano. Nesta lista está incluída a cirurgia bariátrica, desde que alguns critérios de indicação (abordados no início deste texto) sejam respeitados.

Também é importante garantir que não exista carência para a cirurgia. A carência é prevista em contrato, e corresponde ao período em que o plano não pode ser usado após a contratação para determinados procedimentos. Na maioria dos casos, para a cirurgia bariátrica esse período é de 24 meses após a contratação do plano. Por isso, é importante ficar atento a estas datas para não ter uma surpresa desagradável lá na frente.

No caso de planos empresariais, especialmente aqueles com um número muito grande de vidas, esse período não existe.

Porém, mesmo para os planos pessoais o prazo não é absoluto. Se o quadro clínico do paciente for muito grave, é possível entrar na justiça para que o prazo não seja aplicado.

Neste caso, é preciso ter um laudo do médico que comprove que realmente não é possível esperar tanto tempo pela cirurgia. As decisões, neste caso, tendem a atender os pacientes, mas é bom não contar com isso, pois cada caso é isolado. Fique atento às datas de carência e se planeje para fazer a cirurgia.

Preparando-se para a cirurgia

Ao optar pela cirurgia bariátrica, você pode primeiro acessar o site da SBCBM, Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, para encontrar um profissional apto e qualificado a realizar a sua operação.

Também é recomendado acessar a página do Conselho Regional de Medicina do seu estado para garantir que o profissional esteja com a licença ativa. Estas preocupações são importantes para garantir o melhor procedimento possível.

Outra boa dica é recorrer aos seus conhecidos. Conversar com pessoas que passaram por esta cirurgia é uma ótima forma de entender não somente o processo, mas também como é o profissional. Geralmente, quem fez a cirurgia está aberto e disposto a ajudar.

Uma vez que você escolha o profissional, é hora de fazer a sua primeira consulta. Nela, ele irá fazer uma avaliação para definir se você realmente está apto à cirurgia e vai pedir uma série de exames para determinar o seu estado de saúde atual. Este é o melhor momento para sanar todas as suas dúvidas.

Este e-book tem um material bem completo sobre a cirurgia, mas é claro que sempre existirão algumas dúvidas. Portanto, anote enquanto tiver lendo e pergunte a resposta para o cirurgião.

Porém, ele não é o único que irá participar da avaliação. Existe uma equipe multidisciplinar que vai ajudar tanto você quanto ele a determinar se o paciente está realmente apto à cirurgia. Esta equipe inclui endocrinologistas, psicólogos, cardiologista, fisioterapeuta e outros que o cirurgião julgue necessário.

Como é a avaliação da equipe multidisciplinar?

Este processo de avaliação multidisciplinar pode levar até 2 meses e cada profissional irá ajudar você de acordo com a sua especialidade. Ele é obrigatório e faz parte do pré-operatório.

Psicólogo

O psicólogo irá ajuda-lo a lidar com as mudanças que serão necessárias após a cirurgia, de forma a garantir uma boa adaptação a essa nova fase. Afinal, como dito, é preciso ter muita disciplina após o procedimento. Ele também irá ajudar o paciente a esclarecer as dúvidas sobre a cirurgia e o dia a dia.

Psiquiatra

Em determinados casos, essa avaliação se faz necessária, pois esse profissional irá determinar se existe alguma doença psiquiátrica que possa impedir a realização do procedimento. Nesses casos, pode ser necessária a prescrição de algum medicamento para o seu tratamento.

Nutricionista

Este profissional irá orientar os pacientes em relação à dietaa melhor forma de se alimentar durante a recuperação após a cirrurgia. Em certos casos, pode ser feita uma dieta antes mesmo da operação, para perder 10% do peso com o objetivo de reduzir os riscos do procedimento.

Cardiologista

Como com qualquer cirurgia, este profissional irá avaliar se existe algum risco cardíaco para a realização da cirurgia.

Endocrinologista

Por fim, o endocrinologista irá avaliar o grau de obesidade e a presença de outras doenças associadas para instituir um tratamento adequado e orientar o pós-operatório.

A segunda consulta com o cirurgião e a data da cirurgia

Após todos os laudos dos profissionais acima, é o momento de retornar para a segunda consulta com o cirurgião. O paciente já irá sair de lá com a cirurgia programada, se tudo estiver certo. Em casos de cirurgias pelo convênio, a equipe irá solicitar autorização para o plano para realizar o procedimento.

Como dito acima, em certos casos, o cirurgião pode solicitar que o paciente faça uma dieta para perder 10% do peso e tornar a cirurgia mais segura. Normalmente, isso ocorre para quem tem IMC acima de 50.

Caso este objetivo não seja alcançado, pode ser indicado o balão intragástrico. Inserido através de uma endoscopia, o balão é colocado no estômago para preenchê-lo em até 50%, causando perda de apetite e promovendo a redução do peso necessária.

O dia da cirurgia

Após toda esta preparação chega o dia da cirurgia. Também é importante destacar este momento, pois é natural que os pacientes passem por diversas emoções, como medo, ansiedade e diferentes expectativas em relação à cirurgia.

Por isso, as sessões com o psicólogo são tão importantes. Este profissional, provavelmente fez um diagnóstico do seu estado emocional, de modo a entender se você tende a ficar mais ansioso no momento da cirurgia.  É importante ter confiança no seu processo, lembrando que esta não foi uma decisão impulsiva. Houve muita preparação e muitas consultas com médicos para chegar à conclusão que esta é, de fato, a melhor opção.

Por isso, procure deixar o desejo de comer de lado. Especialmente quem come por conta da ansiedade pode se ver com muita vontade de comer. Mas isso não é bom, especialmente para quem precisa perder os 10% de peso antes do procedimento.

O importante é tentar tirar um pouco o foco da cirurgia. Procure fazer outras atividades e ficar com os amigos. Não somente eles dão apoio, mas permitem que o paciente se distraia um pouco.

Na dúvida, não hesite em procurar o psicólogo. Ele é o profissional mais indicado para interpretar as suas preocupações e ajudá-lo.

O que levar para o hospital?

Para tornar o processo ainda mais tranquilo, é uma boa dica levar itens de higiene pessoal. Pijamas, camisolas e outras roupas mais confortáveis também são ótimas dicas de objetos que ajudam a tornar a estadia mais tranquila.

A internação

Durante a internação, siga a orientação do médico. O jejum completo (inclusive de água) pode variar de acordo com a técnica e o procedimento, mas normalmente antecede a cirurgia em 6 a 8 horas.

Durante a cirurgia, você não irá lembrar de nada. A anestesia é geral, e durante as 2 horas do procedimento você não vai sentir nada. Sua próxima lembrança vai ser acordar no quarto de recuperação.

Após voltar para o quarto, o paciente deve seguir as orientações do médico à risca. Normalmente, ele vai pedir para que o paciente se movimente e ande um pouco pelo quarto. Também pode ser importante fazer certos exercícios respiratórios. O objetivo é evitar a embolia, como mencionado acima.

Normalmente, a alimentação ocorre no dia seguinte à cirurgia, com uma dieta líquida e em pouca quantidade.

O pós-operatório

Após a alta hospitalar, é necessário se atentar a alguns cuidados.

Primeiramente, sentir uma certa dor abdominal é normal, podendo ser apenas gases. Já caso tenha febre, é importante entrar em contato com a equipe imediatamente, pois isso pode ser sinal de algo errado.

Não hesite em procurar a equipe médica se suspeitar que algo está errado. Todos os profissionais irão ajudá-lo da melhor forma para garantir que você tenha a melhor recuperação possível.

Nos próximos dias a operação, a dieta é composta apenas de líquidos. É preciso seguir a dieta à risca, de modo a evitar a desidratação.

Além disso, é fundamental não consumir nenhum alimento sólido, pois o estômago ainda está se recuperando. Isso pode levar a problemas graves, ameaçando até mesmo sua vida.

Uma boa dica é observar a cor da urina. O ideal é que ela tenha um tom amarelo bem claro, e caso esteja muito amarela ou muito escura, é preciso beber mais água.

Além disso, é claro que durante a recuperação você precisa repousar. Mas, isso não significa ficar parado o tempo todo. É preciso se exercitar, por meio de caminhadas. Subir escadas ou carregar peso não é recomendado.

Quanto aos curativos, é importante mantê-los higienizados. Portanto, busque lavar as feridas com água e sabão e, principalmente, secá-los muito bem. Também não é preciso se preocupar se ficar alguns dias sem evacuar, isso é normal. 

O último passo após a recuperação imediata é voltar ao médico. Provavelmente isso irá ocorrer na primeira semana. Aproveite e faça para ele todas as perguntas que tiver. Por exemplo, o retorno ao trabalho pode acontecer em 15 dias, se a atividade for tranquila e não houver muito esforço físico

A alimentação pós-cirurgia

Outra grande questão pós-cirurgia é a reeducação alimentar. A grande vantagem da 

A cirurgia bariátrica é que ela apresenta uma chance de fazer facilita esse processo de  essa reeducação, uma vez que, os cuidados alimentares especiais no pós-cirúrgico visa equilíbrio nutricional, focando numa alimentação saudável, e com isso novos hábitos são mais facilmente adquiridos e consequente ocorre a reeducação alimentar.  e ter uma alimentação mais saudável deste ponto em diante.

A cirurgia bariátrica não apresenta dificuldades e restrições na alimentação do paciente ao longo da vida. Na verdade, os problemas são mínimos e podem ser facilmente evitados.

O que ocorre é que este processo é crucial para a cirurgia, sendo inclusive parte do tratamento. Afinal, ele garante a recuperação ideal e os melhores resultados para o resto da vida.

As 4 fases da dieta pós-operatória

Normalmente, existem 4 fases de dieta pós-operatória, que podem durar de 8 a 10 semanas. É importante ressaltar que estas informações também podem variar de acordo com a evolução de cada o paciente, cabe. Este agora é o trabalho da ao nutricionista e de toda a equipe multidisciplinar, conciliar que irá encontrar o caminho ideal para a recuperação.

A dieta líquida

A primeira fase é a mais difícil restritiva. Após se acostumar tanto a comer, durante toda a vida, Ddurante 1 a 3 semanas o paciente pode apenas se alimentar de líquidos. É uma grande mudança de paradigmas, mas é preciso segui-la à risca, totalizando por volta de 2 litros de alimento líquidos por dia, compostos porde  alimentos sem açúcar, sem gordura e sem resíduos e com muito valor calórico.

Também é preciso ficar atento à forma como a comida é ingerida, de forma bem lenta e de 15 20 em 15 20 minutos.

A dieta pastosa

De 10 15 a 20 dias pós-operatório, pode ser feito o início da dieta pastosa, em pequena quantidade, para que o paciente possa treinar a mastigação e o tempo de refeição.

A consistência dos alimentos é semelhante à de um pudim ou purê, mas o conteúdo deve ser bem rico em proteínas, como ovos, atum, queijos e outros alimentos que tenham um baixo teor de gordura. Neste momento, as frutas também são bem recomendadas.

O consumo de água pode ser bem difícilinsuficiente nesta fase, mas é recomendado beber por volta de 2 litros de água por dia. Esta, por sinal, é uma orientação válida para o resto da vida.

A dieta branda

Esta é uma frase de transição. Nela, os alimentos podem exigir um pouco mais da mastigação, mas é preciso fazer este processo com calma, por meio de refeições pequenas, de 2 ou 3 horas, composta por alimentos cozidos, refogados ou assados, ainda não é recomendado alimentos crus.. O objetivo é limitar cada refeição a até 200 g.

Dieta regular

Na dieta regular, não existem mais restrições, necessariamente, mas ainda assim as orientações de uma alimentação equilibrada devem ser seguidas para manter o peso e a forma ideal. O paciente tem mais liberdade para escolher os alimentos, mas sempre priorizando aqueles com alto valor nutritivo e eliminando os mais prejudiciais.

O reganho de peso

É comum, em certos casos, que o paciente volte a ganhar peso. A partir do 18° mês, qualquer paciente que passou pela cirurgia está sujeito a voltar a engordar. Na verdade, é natural e aceitável que entre o segundo e o quarto ano, ele volte a ganhar 10% ou 15% do peso mínimo atingido.

Caso este valor supere os 15%, não é preciso se desesperar. O primeiro passo é fazer um processo de auto avaliação para garantir que foram seguidas à risca todas as orientações da equipe. Não é um problema ocorrer certos deslizes, mas os hábitos devem ser mantidos para que o resultado da cirurgia seja o esperado.

Conclusão

O objetivo deste material é trazer uma visão bem ampla de como é o procedimento de cirurgia bariátrica. Por isso, passamos por todas as etapas desde a avaliação da cirurgia, o pré-operatório, o pós, além de entendermos melhor como é o procedimento e como é o processo de recuperação.

O mais importante a destacar é que este processo envolve bastante responsabilidade, em todos os envolvidos, principalmente do próprio paciente. Cabe a ele reconhecer a necessidade da cirurgia e se esta é a opção ideal para ele, além de ter a disciplina em todo o processo para seguir as orientações do médico e prezar pela sua saúde.

A obesidade é um mal que pode ter consequências graves na qualidade de vida e na saúde. Se a cirurgia bariátrica for a melhor solução, agora que você sabe tudo sobre ela, não hesite em procurá-la!

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